Metodologia: como a Casa Onze apura preços
A Casa Onze usa dados públicos para mostrar o que de fato acontece no mercado imobiliário — não preços de anúncio. Esta página explica de onde vêm os números das páginas de bairro, rua e imóvel.
Fontes de dados
- ITBI (Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis): imposto pago e registrado em cartório quando um imóvel muda de dono. Reflete vendas reais — o valor que de fato foi negociado e declarado. É a base dos nossos preços (mediana, P95, R$/m², tendências).
- IPTU (cadastro imobiliário municipal): usado para o perfil dos imóveis (tipo, ano de construção, número de andares, área da edificação). Não publicamos o valor do imposto em R$ por imóvel.
Os dados são públicos e mantidos pela Prefeitura do município (Secretaria da Fazenda / cadastro imobiliário). A Casa Onze compila, organiza e padroniza essas bases.
Como calculamos
- Valor mediano (e não média): metade das transações fica abaixo dele. A mediana é mais robusta a valores extremos do que a média.
- Mediana histórica vs. dos últimos 12 meses: a histórica considera todas as transações registradas; a de 12 meses reflete o patamar recente. São métricas distintas e sempre rotuladas.
- P95: o teto — apenas 5% das transações ficam acima desse valor.
- R$/m²: mediana de valor/área apenas em apartamentos com área de unidade plausível (25–300 m²) e valor acima de R$ 150 mil, para excluir garagens e frações. Como é valor de cartório (ITBI), tende a ficar abaixo do preço de anúncio.
- Ressalva: a mediana geral de um bairro inclui todos os tipos de imóvel (inclusive garagens e unidades pequenas), então costuma ficar abaixo do preço de um apartamento típico — por isso também publicamos a mediana específica de apartamento.
Atualização
Os indicadores são recalculados periodicamente a partir das bases públicas. Cada página de bairro mostra o período coberto pelas transações e a data do último recálculo.
Dúvidas sobre os dados? Conheça a Casa Onze.
